
ISBN: 8599362208
Ano: 2007
Edição: 1ª
224 páginas
Formato: 16 x 23cm
Brochura
Preço: R$ 35,90
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A Criança Explosiva - uma nova abordagem para compreender e educar crianças cronicamente inflexíveis e que se frustram facilmente.
Ross W. Greene, Ph.D
Com mais de 350 mil exemplares vendidos nos EUA, Ross W. Grenne, Ph.D, expõe modelo de abordagem criado para lidar com frustrações de crianças com temperamento explosivo e, assim, alcançar harmonia nos relacionamentos familiares.
Como agir quando atitudes que envolvem rebeldia, acessos de raiva e agressões físicas deixam de ser exclusivas do mundo adulto e invadem o universo infantil, prejudicando a convivência com os familiares e os relacionamentos em sociedade? Esse é o tema abordado pelo especialista em psicologia infantil, Dr. Ross W. Greene, em A Criança Explosiva - uma nova abordagem para compreender e educar crianças cronicamente inflexíveis e que se frustram facilmente (224 pp., R$ 35,90), publicação da Integrare Editora, com prefácio da psicoterapeuta de crianças e adolescentes Natércia Tiba.
Composta por 12 capítulos e voltada para pais e educadores, a obra oferece explicações fundamentadas em inúmeras pesquisas e estudos, aliados a casos reais atendidos em consultório sobre o comportamento das crianças explosivas.
Pesquisador do comportamento de crianças explosivas e respectivas famílias, Dr. Greene denomina "explosiva" a criança que apresenta extrema dificuldade para lidar com frustrações ou receber negativas. Diante de sensações de fracassos, até em fatos corriqueiros como abandonar atividades de lazer (TV ou computador) para atender a uma solicitação para o jantar, manifestam comportamentos rudes, grosseiros e até violentos. Em vários momentos podem reagir com rigidez, agressões verbais ou físicas, tornando desafiadora e frustrante a vida daqueles que com elas convivem.
Para o profissional, existem obstáculos que dificultam a identificação e o tratamento do problema. Os próprios familiares podem contribuir para agravar o processo, mesmo que de forma involuntária, à medida que rotulam o comportamento da criança como rebelde, mal-educada, manipuladora ou resistente. Entretanto, o autor alerta que as estratégias mais comuns, utilizadas pelos pais na educação como explicar, recompensar ou punir, quando aplicadas no trato com crianças explosivas, não alcançam o resultado desejado. De acordo com Greene, muitas vezes os pais sentem-se culpados pela situação ou frustrados ao reconhecer que o filho tem um problema crônico que ainda não é compreendido totalmente.
Outra dificuldade citada pelo autor está relacionada à própria sociedade que, segundo ele, ainda não está preparada para lidar com crianças explosivas. As escolas não contam com conhecimento e docentes qualificados para atendê-las; as instituições de serviço social estão sobrecarregadas, os profissionais da área de saúde, muitas vezes, não estão preparados para tratar este tipo de problema. Dessa forma, o diagnóstico para crianças com essas características costuma ser equivocado, apontando a presença de síndromes ou transtornos que muitas vezes não correspondem ao problema real. Diante disso, em muitos casos, além de terapia, os profissionais recorrem a medicamentos inadequados.
Para Greene, as crianças explosivas têm dificuldades de aprendizagem nos domínios de flexibilidade e tolerância a frustrações - isso acontece porque não desenvolveram algumas habilidades necessárias para mudar, de uma hora para outra, sua atitude mental. Assim, é preciso ensiná-las tais habilidades. Entre essas habilidades, o autor destaca: habilidades de execução, de processamento da linguagem, de regulação emocional, de flexibilidade cognitiva e habilidades sociais. Partindo desse princípio, o profissional propõe a abordagem Resolução Colaborativa de Problemas (RCP) para tratar crianças explosivas.
A fim de compreender o conceito RCP, Dr. Greene enumera três caminhos utilizados no trato com uma criança diante de um problema ou de uma expectativa não atendida. No primeiro deles, que o autor classifica como Plano A, o adulto impõe sua vontade, o que poderá aumentar a possibilidade de um acesso de raiva em uma criança explosiva. No Plano C, o adulto renuncia totalmente às suas expectativas, mesmo que temporariamente, em nome das vontades da criança e da possível harmonia no relacionamento.
Mas é a aplicação do Plano B (baseada no modelo RCP), que, segundo o autor, pode resultar em harmonia nos relacionamentos com crianças explosivas. Baseado no diálogo, o Plano B sugere empatia e sensatez. Diante da definição do problema, há o convite para que adulto e criança analisem juntos uma solução satisfatória. Uma saída que, segundo o autor, seja realista para ambas as partes, que contemple as necessidades do adulto e da criança ao mesmo tempo. O ato de utilizar o Plano B deixa claro que a criança está assumindo a responsabilidade por seus atos, uma vez que ela participa da resolução do problema.
De acordo com Dr. Greene, ao lançar mão do Plano B, o adulto precisa ficar atento a alguns passos: ponderar se as expectativas em relação a seus filhos são de fato realistas e avaliar a possibilidade de desconsiderar algumas expectativas para que a criança fique mais disposta a discutir e resolver problemas.
O autor reúne nesse modelo de tratamento todas as dificuldades com as crianças - desde uma simples resistência na rotina de escovar os dentes, até o desafio de dominar frustrações por não ter recebido um presente tão desejado, por exemplo. E conclui que, apesar de o modelo RCP ter sido criado para tratar crianças explosivas, acima de tudo, é preciso que a família reconheça o quão fundamental é seu apoio e empenho no tratamento dessas criança.
A Integrare Editora, por ter a proposta de ser uma empresa socialmente responsável e por acreditar que o papel das empresas vai além de pagar impostos e gerar empregos, destina uma porcentagem do faturamento de todo lançamento para uma entidade não-governamental reconhecida, atitude que faz parte de sua política empresarial.
Por esta razão, parte do porcentual da venda do livro A Criança explosiva - uma nova abordagem para compreender e educar crianças cronicamente inflexíveis e que se frustram facilmente destinada-se à entidade Associação de Apoio à Criança em Risco - ACER.
"A ACER busca resgatar a dignidade de crianças e jovens, promovendo a transformação do meio social. Neste livro, o autor revê as formas de relações do adulto com a criança e propõe modos mais compreensivos e dialógicos, para que se garanta a dignidade em todas as relações humanas... e, assim, podemos tecer um a um a transformação social."
Eunice Bins Collado
Presidente da Associação de Apoio à Criança em Risco - ACER
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