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Dor de Cabeça - o que ela quer com você?
Dr. Mario Peres

 
Autor destaca que o reequilíbrio do corpo, ligado a atitudes saudáveis é a chave para tratar um mal que acomete mais de 90% da população em todo o mundo: a Dor de Cabeça. Pesquisas revelam que os tipos podem chegar a duas centenas, mas, para o alívio de todos, o problema tem tratamento.
 
Mais de 90% da população mundial já teve ou terá ao menos uma crise de Dor de Cabeça na vida. É o que revelam estudos realizados em diversas populações em todo o mundo. No Brasil, dados do primeiro estudo epidemiológico nacional, coordenado pelo Doutor em Neurologia, Mario Peres em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e com a Sociedade Brasileira de Cefaléia apontam resultados inéditos: 15,2% da população, em média, sofre de enxaqueca Esse número equivale a 27,3 milhões de brasileiros. As mulheres são as mais atingidas - 20,9% da população feminina no Brasil padece do mal, enquanto nos homens, o percentual chega a 9,3%. Mais: o estudo indica a distribuição, de acordo com as regiões do país. A região sudeste apresenta os maiores índices que chegam a 20,5%, seguida pela região sul, com 16,4% e centro-oeste, 9,5%.
 
A boa notícia é que há tratamento para a maioria dos quase duzentos tipos de cefaléia, nome científico que define a Dor de Cabeça. Tratamentos, causas, e tantas outras questões inerentes às cefaléias estão reunidos em
 
Dor de Cabeça - O que ela quer com você? (R$ 37,90) - Integrare Editora, de autoria do Doutor em Neurologia, Mario Peres, estudioso do assunto que acumula mais de 70 artigos científicos publicados no Brasil e no exterior, além de capítulos em livros médicos, inclusive americanos, todos sobre Dor de Cabeça.
 
A obra apresenta ao leitor a teoria do limiar, que compara o funcionamento da dor a um contêiner ou balde onde há um fluxo contínuo de água e um sistema de escoamento funcionando perfeitamente. Quando há um impedimento na saída do líquido, a água ultrapassa a capacidade do recipiente e transborda. Segundo Dr. Peres, a dor de cabeça funciona de maneira semelhante. O líquido representa os fatores que desencadeiam a dor em cada pessoa. O tamanho do contêiner refere-se à predisposição do indivíduo para ter dor. "O transbordamento significa a exaustão do sistema de dor. Secar a água trasbordada é o papel dos analgésicos no contexto da dor. Mas o importante é evitar que ocorra o transbordamento, lançando mão do tratamento preventivo" - completa o autor.
 
O autor destaca a forma como o cérebro reage às preocupações. Segundo Peres, quando antecipamos fatos, despertamos preocupações ou trazemos à tona cenas traumáticas do passado, o cérebro reage como se o problema estivesse realmente acontecendo naquele momento e aciona seus sistemas de defesa, entre eles, a dor.
 
Tipos
 
Divididas em dois grupos, as dores de cabeça são classificadas em primárias, quando se trata da cefaléia em si, e secundárias - causadas por problemas que vão um simples resfriado à hipertensão, sinusite e até tumores. A mais comum das primárias é a tensional episódica, dor que pode surgir no fim de um dia cansativo e é facilmente resolvida com uma noite de sono ou um simples analgésico. Do outro lado está uma das piores dores de cabeças já experimentadas pelo ser humano: a cefaléia em salvas, que afeta um universo minúsculo de pessoas, geralmente mais homens do que mulheres e provoca, entre outros efeitos, vermelhidão nos olhos, suor, queda da pálpebra. A enxaqueca encontra-se na divisa entre a cefaléia tensional episódica e a em salvas. É complexa e rica em disfunções como vômitos, aversão à luz e ao barulho, vista embaçada, formigamentos e náuseas.
 
Tratamentos
 
Segundo Dr. Mario Peres, poucos pacientes recorrem a um especialista quando o assunto é Dor de Cabeça. A maioria apela para a automedicação, lançando mão do uso de analgésicos, classe de remédios mais consumida no Brasil onde, de acordo com dados da IMS Health, o faturamento anual com a comercialização do produto chega à cifra de R$ 1,4 bilhão ao ano.
 
Tratamentos modernos procuram aliar o uso de remédios ao aspecto não-medicamentoso, em particular às psicoterapias. Entre elas, destacam-se técnicas de relaxamento, acupuntura, ioga e dietas, além do exercício físico, vital para o sucesso do tratamento de cefaléias. Inúmeros pacientes preferem esgotar todas as possibilidades com o segundo tipo de tratamento. Entretanto, segundo Dr. Peres, o ponto de partida é o diagnóstico correto. "É fundamental descobrir o tipo de cefaléia. Se a enxaqueca ou Dor de Cabeça está ocorrendo porque alguma outra doença está por trás" - pondera o autor.
 
Quem procura um tratamento unilateral, onde o profissional prescreve o medicamento e o paciente não faz qualquer esforço além de tomar o remédio, pode ter suas expectativas frustradas. "Dimensionar as perspectivas e esclarecer o paciente de sua posição no tratamento é essencial"- pontua Dr. Peres que completa: "se o paciente não participar do tratamento não iremos a lugar nenhum. No capítulo " Não leia a bula" o autor aborda pontos importantes como a influência da leitura da bula no tratamento, justamente porque o instrumento traz uma série de informações com linguagem essencialmente técnica que causam dúvida e insegurança.
 
Medicamentos de última geração como antidepressivos e neuromoduladores, usados no tratamento para epilepsia funcionam como fortes aliados no tratamento das cefaléias, embora encarados com certo preconceito pelos pacientes. Mas o ideal, segundo o médico, é atentar para o caráter preventivo da dor, ou seja, evitar que ela aconteça: "Tratamentos preventivos exigem esforços, determinação e dedicação intensa do paciente e do médico. Estudos comprovam que a metade dos pacientes avaliados apresenta uma redução de 50% das crises, o que é, no mínimo, animador".
 
Influência da Religião
 
Estima-se que a prática de uma atividade religiosa poderia prolongar a vida por um período que varia entre 7 e 14 anos. É curioso, mas o benefício pode equiparar-se a abandonar o vício do cigarro. Segundo estudos que examinam a relação religiosidade/espiritualidade com aspectos da saúde mental, pessoas engajadas em práticas religiosas ou espirituais são mais saudáveis porque aderem a um estilo de vida mais equilibrado.
 
A pergunta que não quer calar
 
A solução para a dor de cabeça pode estar na resposta da pergunta feita pelo autor no título do livro. Dr. Peres acredita que é preciso encarar a dor como uma aliada - apesar do sofrimento causado por ela - pois é justamente um sinal de que o corpo está sofrendo uma sobrecarga. E afirma que o que a dor de cabeça quer é simplesmente o reequilíbrio. Admite ainda que este reequilíbrio precisa ser alcançado diante dos desafios do mundo moderno. E para tanto sugere ao leitor procurar se adaptar aos desafios da sociedade atual, entre eles, as tecnologias como celulares, Ipods, Internet; as cobranças na rotina de trabalho, a culpa em relação à ausência junto à família, entre outros, já que, o organismo não está preparado para receber tal sobrecarga de atividades.
 
Curiosidades
 
- Ansiedade e mau-humor são os aliados número um das Dores de Cabeça. Bom-humor e dor são antagônicos. Ao menor sinal de mau-humor, pode-se esperar por efeitos como culpa, tristeza, angústia, irritabilidade, ansiedade e depressão.
 
- Há alguns tipos de cefaléias que são curiosas, quer seja por seus nomes, quer seja pelo motivo que as desencadeiam. Os exemplos mais comuns são: cefaléia dos óculos de natação; cefaléia do restaurante chinês, provocada pela ingestão do Aji-no-moto; cefaléia do banho quente; cefaléia do esforço físico.
 
Responsabilidade Social
 
A Integrare Editora, por ter uma proposta de ser uma empresa socialmente responsável e por acreditar que o papel das empresas vai além de pagar impostos e gerar empregos, destina uma porcentagem do faturamento de todo lançamento para uma entidade não-governamental reconhecida, atitude esta que faz parte de sua política empresarial.
 
Por esta razão, destina um porcentual da venda desta obra à ONG AME-SP, uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, cuja finalidade é o estudo da Doutrina Espírita, consolidando a sua interpretação em diversos campos e, em especial, na Medicina.