O nó e o Laço – Desafios de um relacionamento amoroso
Alfredo Simonetti
Nó é o nome dado pelo psiquiatra às crises e às dificuldades naturais das uniões amorosas. Nesta obra, o autor sugere como transformá-los em novos laços amorosos e duradouros.
Recentes pesquisas divulgadas constatam que o número de casamentos tem aumentado. Ao mesmo tempo, é comum também o aumento de queixas que relatam a dificuldade em manter um casamento ou relação amorosa com a mesma harmonia que se estabelece no início de cada história.
Alfredo Simonetti constatou, ao longo de sua carreira, trabalhando como psiquiatra e psicanalista, que o entendimento sobre como funciona o nó (ou crise) do casamento é capaz de aumentar enormemente a habilidade das pessoas alcançarem e manterem um casamento harmônico, feliz e saudável. Simonetti aborda na obra O nó e o Laço – Desafios de um relacionamento amoroso conceitos para que os interessados no assunto compreendam a trajetória psicológica e comportamental de um relacionamento e, para tanto, o psiquiatra passa por princípios de Sigmund Freud, Jacques Lacan, Shopenhauer, Theodore Zeldini, entre outros estudiosos do comportamento humano a fim de chegar na afirmativa de que uma crise amorosa não acontece necessariamente pela ausência de amor – em alguns casos, muito pelo contrário – mas, sim, pela ausência do uso da palavra em forma do que o autor classifica de Conversa Amorosa.
Este livro não propõe receitas para que se alcance um casamento feliz, mas um novo olhar sobre o maior desafio da humanidade: a relação humana.
O nó e o Laço – Desafios de um relacionamento amoroso vem dividido em quatro capítulos: O amor nos tempos do nó; Os meninos brincam, as meninas tramam (onde são abordadas as diferenças individuais entre homem e mulher e o reflexo que tais particularidades apresentam na relação a dois); A magia das palavras (que esclarece que o amor é estabelecido a três: ele, ela e a palavra) e O inventor de palavras (que propõe três coisas a serem feitas com os nós do casamento).
O primeiro capítulo da obra, O amor nos tempos do nó, aborda pontos como A separação adiada; Os amantes mais bem sucedidos do mundo; Casamentos diferentes; Algo maior que eu (onde esclarece o princípio da inconsciência pelo ponto de vista psicanalítico, evitando, assim, equívocos de compreensão); As neuroses se casam; O desejo é sempre o desejo de outra coisa; Meu nome é Multidão, Amor de Mãe; A lenda do nó (onde descreve a lenda do imperador Górdio, que na época dominava a Ásia); O amor que salva. Salva? (no qual discorre sobre o desamparo a partir da ótica psicanalítica); Ser inocente é uma desgraça, entre outros, sempre permeados por casos atendidos em consultório.
Em Os meninos brincam, as meninas tramam, Alfredo Simonetti subdivide o capítulo em O homem é simples, a mulher, complexa – onde traça as diferenças entre homem e mulher quanto à visão, fala, sensibilidade, toque, gozo sexual, pele, entre outros fatores comportamentais que podem aproximar ou afastar os pares conforme a compreensão destas diferenças; Homem é tudo igual, a mulher é sempre diferente, entre outros subtítulos, sempre atento à reflexão sobre como alinhar todas essas diferenças aqui destacadas entre homem e mulher a fim de alcançar um relacionamento coerente e harmônico.
Os terceiro e quarto capítulos verticalizam a abordagem para o conceito de que o amor não depende apenas de duas pessoas – mas da palavra, essencial para que o amor entre duas pessoas seja estabelecido. Segundo Simonetti, “mesmo quando ausente, a palavra é importante, já que os amantes, envolvidos em outras formas de contato, se surpreendem por não precisarem dela. No amor, ausente ou presente, a palavra é notada, e sua participação depende do momento”.
A partir daí, o psiquiatra e psicanalista discorre sobre a importância da palavra na história das relações humanas citando, entre outros nomes de destaque, o estudo da antropóloga Tereza Vergani, até chegar à teoria da comunicação – adequada ao contexto amoroso em uma relação a dois. A socióloga americana Débora Tannen também se faz presente na reflexão de Simonetti ao argumentar que as dificuldades de comunicação – associada à conversa – podem ser resultados de diferenças culturais e não causadas por defeitos pessoais. Ao mesmo tempo, o psiquiatra estabelece um contraponto onde deixa claro que às vezes a palavra é mais e que o silêncio também pode ser amoroso mas, para isso, antes é fundamental que estabeleça-se a Conversa Amorosa. Para tanto, Simonetti explica ao leitor como reconhecer o nó, sugere ações para desatá-los após a identificação deste e aborda o pacto da verdade entre o casal.
A bibliografia comentada ao final da obra é um ponto que faz a diferença, pois estimula o leitor a seguir em suas pesquisas no tema.
A Integrare Editora, por ter a proposta de ser uma empresa socialmente responsável e por acreditar que o papel das empresas vai além de pagar impostos e gerar empregos, destina uma porcentagem do faturamento de todo lançamento para uma entidade não-governamental reconhecida. Assim, parte da venda do livro O nó e o Laço – Desafios de um relacionamento amoroso destina-se ao Instituto Beneficente Viva a Vida – www.ibvivaavida.org.br – organização não-governamental fundada em 1993.
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